Deus surpreende

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A propósito do texto de Isaías 45,1.4-6, proposto como 1ª leitura para este 29º domingo comum A.  Leia antes o texto bíblico!

Se o texto do Deutero-Isaías que ouvimos neste domingo fosse traduzido à letra, havíamos de ficar supreendidos que o profeta não hesitou a atribuir a Ciro, rei da pérsia, o título de Messias, de „Cristo“.  Um senhor deste mundo, vitorioso e vencedor à força das armas, que nem sequer conhece o Deus de Israel („o único Senhor“), recebe o título de „messias de Deus“.
Nesta perspectiva,  Ciro tem a unção de Deus e a sua bênção para “baralhar as cartas” da história e da política de toda a região, de forma a poder realizar, mesmo sem o saber,  os planos de JaHWeH, que tudo faz para libertar o seu povo do exílio de Babilónia.  Deus está ao lado de quem faz avançar a história, no sentido de mais liberdade, de mais justiça, de mais fraternidade.  Assim a fé lê a história: é Deus quem abre as portas a Ciro, é JaHWeH quem está por detrás dos seus sucessos… É assim que Ciro liberta Israel do exílio (por volta de 539 aC) sem ver o alcance histórico-salvífico da sua decisão. É assim que sem o saber, é proclamado „Messias“ de Deus!

Estar atentos e saber ler os sinais dos tempos é um dos desafios que o Concílio Vaticano II lança aos cristãos. Ler a história e os acontecimentos para poder descobrir neles o „dedo“ de Deus, este Deus que escreve direito por linhas tortas; este Deus que pelo seu Espírito intervém e age onde menos se esperava e em moldes que não são os „habituais“ e assim nos surpreende… Estar atentos, saber discernir e assim podermos alegrar-nos com a Sua presença no mundo, cooperar com ela…

Deus actua em nós e no mundo de forma surpreendente. Pode ser que os melhores colaboradores deste Deus-único-Senhor-da-história venham de onde menos o esperamos: não das sacristias mas das periferias; não da classe sacerdotal mas dos muitos samaritanos sem nome que percorrem os caminhos de Jerusalém para Jericó; não dos que dizem „Senhor! Senhor!“ mas dos que fazem avançar o Reino de Deus fazendo avançar realmente a construção do mundo.

Deus surpreende. Deixemo-nos surpreender!

Se quiser também pode ler o comentário ao evangelho deste 29º domingo comum, disponível aqui neste blog em https://jamnunes.wordpress.com/2014/10/18/a-deus-o-que-e-de-deus-a-cesar-o-que-e-de-cesar/

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O Deus de todos os povos convida para o banquete universal

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A propósito do texto proposto como primeira leitura deste domingo (15.10.2017), XXVIII domingo comum A: Isaías 25,6-10a

Há ideias que em determinada época da história se impõem e acabam por determinar o curso da história que se lhe segue. Foi assim na política, na filosofia, na ética, e na história das religiões.

A ideia de que Deus perdeu a paciência com o Povo de Israel e por isso lhe retirou a aliança e a eleição para as conceder aos cristãos foi uma delas (ver a leitura do evangelho do domingo passado, XXVII Comum, Mateus 21,33-43). As  consequências desta ideia foram desastrosas: o Povo de Israel passou a ser olhado sem respeito, como um projecto  falhado, ultrapassado e desnecessário (como se Deus pudesse falhar nos seus projectos…). Daí à perseguição directa dos “judeus” não faltou muito.  E foi assim que os cristãos deram um triste contributo para todo esse anti-semitismo que atingiria o ponto mais alto na tragédia da Shoah, o holocausto do povo judeu no altar do nazismo.

Outro lugar-comum da teologia cristã tradicional é a contraposição entre o suposto nacionalismo fechado do povo judeu e o universalismo aberto dos cristãos. O concílio de Jerusalém é muitas vezes sobre-valorizado. Ali foi decidida a abertura do Evangelho aos “pagãos” defendida por Paulo em  oposição a um grupo de “judeo-cristãos” à volta de Tiago menor e de Pedro. Segundo esta interpretação, o povo judeu ter-se-ia fechado sobre si mesmo e teria esquecido a sua missão no meio dos povos .  A leitura de Isaías para este domingo (Is 25,6-10a) vem mostrar como estas ideias-“cliché” são falsas, por serem “apenas” meias verdades. É verdade que havia em Israel um nacionalismo latente à mistura com muita abertura universalista. Mas, apesar de todas as dificuldades que este pequeno povo de Israel tinha com os povos vizinhos e os “seus deuses”,  JaHWeH era, em Israel,  visto e louvado cada vez mais como o Deus de todos os povos.

Isaías anuncia que o Deus de Israel irá preparar um banquete para todos os povos, irá tirar o v«eu que cobre todos os povos, o pano que encobria todas as nações, irá enxugar as lágrimas de todas as faces.  A repetição da palavra “todos” revela a mensagem central deste belo texto:  é uma mensagem de salvação com alcance universal, aberta a todos os povos, de alcance global, incompatível com todo o particularismo nacionalista. Estamos no sec. VII – VIII antes de Cristo e antes que  Paulo escrevesse as famosas palavras que hoje nos saem dos lábios como um credo da novidade cristã: “Não há judeu nem grego não há escravo nem livre não há homem nem mulher, todos somos um em Cristo Jesus” (Gal 3,26) !

Com a diáspora judaica, a partir do sec III aC, divulgava-se por toda a bacia mediterrânica, a fé bíblica no Deus único e vivo, que, no mundo politeísta greco-romano, fazia a diferença e preparava a chegada do cristianismo. Havia muitos prosélitos que se interessavam por este “Deus” e queriam conhecê-lo melhor.  Havia um convite implícito a fazer-se “peregrino” de Jerusalém, a subir esse “monte” para o qual Deus convidava todos os povos.
O convite ao banquete de todos os povos passou depois a ser o centro da mensagem cristã. Infelizmente a separação e o conflito entre a Igreja e a Sinagoga fez com que os mal-entendidos prevalecessem sobre a cooperação fraterna entre um “irmão mais velho” e um “mais novo”. A supremacia do cristianismo a partir do momento em que este se tornou religião imperial (sec IV) obrigou os judeus a fechar-se para se proteger.  Os cristãos voltaram-se para a cristianização dos povos pagãos. Havia baptismos em massa, às vezes forçados. Aconteceu cristianização… mas será que acontecia este banquete de todos os povos anunciado por Isaías como visão para os tempos messiânicos?! Parece-me que não.  A visão de um banquete universal e sem exclusões continua a ser, para todos os que nele acreditam – e eu conto-me entre esses – uma utopia desejada.  Reino de Deus, chamar-lhe-ia Jesus. Uma realidade “já” presente mas “ainda não” realizada que  solicita empenhamento de quem nela acredita.

jn

 

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Uma vinha e um poema de amor

Vinha na Bergstrasse

A propósito do texto de Isaías 5,1-7, proposto como 1ª leitura para domingo 8.10.2017, 27º domingo comum A. Não deixe de ler o texto bíblico!

Num poema de amor mais que as palavras são as emoções,  as imagens, as metáforas…

O poema de amor de Deus com o Seu povo manifesta-se na Bíblia em emoções que podem parecer contradizer-se: Deus, pela boca dos seus profetas, tanto ameaça  com destruição radical como se „contradiz“ com a promessa de salvação sem condições.
Uma das imagens mais expressivas deste poema é a imagem da vinha, que este texto de Isaías tão bem trata.
Quem nasceu em terra de vinho sabe bem quanto trabalho a vinha pede em todas as fases, com quanta atenção é necessário acompanhar o desenrolar do ciclo de produção, do cavar da vinha à colheita, quanto carinho se esconde atrás de cada vindima…

Isaías coloca Deus na figura do proprietário  de uma vinha. E a vinha é a imagem do Povo de Israel, esse povo que Deus plantou e não cessa de cuidar, mas que tanto desiludiu e decepcionou o seu Deus.

Quando a vinha tratada com tanto mimo, não dá uvas mas “agraços”… a decepção é compreensível. Quando este Deus espera de Israel a prática exemplar da justiça e da fraternidade e em vez disso o que „recebeu“ foi a injustiça e a exploração dos pobres, cujos gritos Deus não pode deixar de ouvir… que vai Ele fazer?

Israel é, na Bíblia, uma parábola da humanidade. A parte pelo todo. Num mundo com tantos recursos, onde poderíamos esperar solidariedade e partilha, direito e justiça, respeito pelos direitos humanos… e o que vemos cada vez mais é a globalização da indiferença, a desigualdade crescente, a exploração dos pobres, a destruição do meio ambiente, guerras e conflitos generalizados…  Que fazer? Ainda há lugar para a esperança? Ainda se pode fazer algo de novo?

No poema da vinha deste texto de Isaías, o proprietário como que ameaça a vinha com o abandono total. Qual amor decepcionado que pode chegar a traduzir-se em raiva e em manifestações de fúria… Mas o poema de amor de Deus com a humanidade não termina aqui. Passada a decepção, o Deus que já tanto “investiu” na humanidade vai voltar a trabalhar a vinha. O namorado apaixonado não desiste daquela que ama.

Deus não desiste nem de Israel, nem da Igreja nem da humanidade.  O senhor da vinha não deixará a vinha ao abandono… O amor continua à espera de amor.  O poema  de amor continua… ainda não está escrito até ao fim. De nós, cada um por si e das nossas comunidades, depende o desfecho da parábola da vinha: uvas ou agraços?

Jn
02.10.2017

 

 

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Assumir hoje a „defesa“ de Deus?

A propósito do texto de Ezequiel 18,25-28, proposto como 1ª leitura para este domingo, 1.10.2017, XXVI domingo comum A.   Antes de ler esta reflexão, leia o texto bíblico, por exemplo em http://www.evangeliumtagfuertag.org

Posso bem imaginar a situação de Ezequiel: no exílio de Babilónia (ele estava entre os deportados  da primeira leva), o profeta não pára de ouvir desabafos deste género: afinal, onde está Deus? Porque é que somos castigados desta maneira, nós que acreditamos nEle? Estamos a pagar pelo pecados dos outros: Que justiça é essa?! “os pais comeram as uvas verdes, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados”, criticavam (Ez 18,2).

Assumindo a defesa de Deus, com quem se sente comprometido, Ezequiel avança com uma nova compreensão do sofrimento inexplicável:  se estamos a sofrer, é que certamente pecámos pessoalmente, mesmo se não ousamos confessá-lo. Só pode ser assim, Deus é justo. Para Ezequiel, a relação entre pecado e castigo é sempre individual. O justo viverá, o pecador morrerá…

A explicação de Ezequiel parece clara, mas estou convencido de que não respondeu às dúvidas de todos os que o ouviam.  Muitos continuariam a interrogar o profeta e a questionar o Deus da sua fé, porque não encontravam na sua vida pecado que tivesse merecido aquela situação como castigo.

O tema do sofrimento do justo continuará a ocupar os profetas e os crentes de Israel. Job é uma testemunha disso. O sofrimento do servo de JaHVeH em Isaías levanta questões sem resposta. Jesus também teve de reflectir sobre o tema. Quando perante um  cego de nascença, os discípulos o interrogaram  – “Mestre quem pecou, ele ou seus pais?” – Jesus mais não podia que dizer: nem ele nem seus pais… (cf João 9 )

O mistério do sofrimento e morte do justo e do inocente atingiu o cume dramático na morte de Jesus. Como explicar? Como conciliar o sofrimento do inocente com a bondade e a justiça de Deus? A teodiceia cristã ao longo dos últimos vinte séculos não encontrou respostas convincentes.  Uma coisa me parece clara na explicação de Ezequiel: ninguém tem de temer castigos colectivos vindos da parte de Deus. Ele olha ao que vai no coração de cada um, pessoalmente. Ele vai além de todas as aparências (distingue entre o acreditar com os lábios e com a vida – ver o Evangelho deste domingo). E o Seu amor não se cansará de dar uma nova chance a uns e a outros: aos que dizem “amen” mas não cumprem, e aos que parecem indiferentes ou  mesmo  do „não” (pecadores) e depois acabam por dizer “sim” ao amor de Deus.  Sempre na defesa de Deus, Ezequiel irá aliás mudar de perspectiva: ao ver chegar nova leva de inocentes, deportados de Jerusalém, Ezequiel passa a anunciar a esperança: Deus fará reviver o seu Povo! esse povo reduzido a esqueletos (cf Ez 37) pode ter esperança!. Deus fará brotar de Jerusalém e do seu templo (na altura, monte de escombros) água que dará vida nova ao deserto e ao mar morto.. (cf Ez 40). Com este novo anúncio, positivo, esperançoso, creio que a fé dos deportados reviveceu….  a melhor defesa de Deus e da fé é o anúncio da esperança, a confiança no Seu amor!

Jn
29.09.2017

“É por nossa causa que Deus tem de percorrer um caminho tão longo para vir até nós.
O amor é proporcional à distância” (Simone Weil)

 

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D. Manuel Martins

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Deixou-nos o „Bispo de Setúbal“ (24.09.2017).

„Bispo de Setúbal“:  o título pertence-lhe. “ O Bispo de Setúbal“, sem mais, era ele, só ele. Não só por ter sido o primeiro, mas porque Manuel Martins, homem do Porto, criou em Setúbal um perfil de bispo que não conhecíamos em Portugal: o perfil de bispo criado não a partir de competências eclesiásticas mas a partir dos desafios da realidade do mundo.  O mundo que o formou e lhe deu esse perfil de bispo foi essa região de Portugal, a sul de Lisboa e à margem do Alentejo, nos anos que se seguiram à revolução.  Manuel foi um bispo de perfil „Gaudium et Spes“, esse documento da Igreja que começa com estas palavras: „As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração“ (GS 1).

Para surpresa  de muitos naqueles anos „quentes“, Manuel encontrou rapidamente em Setúbal o seu lugar como profeta e testemunha de um sonho de um país e de uma sociedade diferente.   Trabalhadores empobrecidos pelo desemprego ou ameaçados por ele;  pobres a a viver em habitações degradadas; doentes que tinham de ir para a fila a meio da noite para terem a certeza de serem atendidos; jovens a temer pelo seu futuro… são os temas das suas pastorais.

„Há fome em Portugal“, gritava a  voz de profeta, para desagrado dos responsáveis políticos da época. Não era agitação política: era denúncia de profeta. Enquanto outros bispos, ali bem perto, viviam preocupados em defender os seus privilégios e bens, as suas liturgias e tradições,  Manuel fez-se voz do Evangelho, na sua opção pelos pobres e excluídos.

Deixou-nos o „Bispo de Setúbal“.
Ficou-nos a sua herança: a imagem ou o sonho de uma Igreja diferente, a Igreja serva e pobre, ao lado dos humildes e empobrecidos!

Jn

 

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Crer é procurar

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A propósito do texto proposto como 1ª leitura para este domingo (24.09.2017), XXV comum (A): Isaías 55,6-9
Antes, leia o texto bíblico!

 

É a crentes, a homens e mulheres de fé, que Isaías (Deutero-Isaías) dirige estas palavras: “Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar” (Is 55,6)

Procurar Deus, buscar a Sua presença não é de modo nenhum uma atitude que traduza falta de fé, ou menos fé, mas, pelo contrário, é sinal de uma fé viva.
Quem acredita procura.
O crente não pára, nunca se dá por satisfeito, nunca diz “ja cheguei”.
O crente caminha, sabendo que os seus caminhos ainda não são inteiramente os caminhos de Deus.
O crente reflecte, autocritica-se, põe em dúvida as suas certezas, sabendo que os seus pensamentos estão muito longe de ser os pensamentos de Deus.
A verdade está na procura. A vida é caminho.
Deus, que é a Verdade Total, acompanha a procura do crente. Deus, que é meta, mostra-se como caminho a todos os que O procuram.

A “santidade” que Deus espera de cada um(a) não exige uma vida “impecável”, mas uma vida de procura, na consciência da fraqueza e dos limites humanos.
O ser humano, sabendo-se fraco e pecador, põe-se a caminho. E, ao caminhar, vai mudando. “De noite iremos, de noite, mas a tua luz nos ilumina” (S. João da Cruz).

“Criaste-nos para ti, ó Deus, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti” (Santo Agostinho). Cristãos satisfeitos não entendem o profeta que manda procurar. Quem está parado a apontar o dedo para os pecadores, não entendeu este Deus do perdão. „Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar“ (Is 55,7) .Crer é procurar!

jn

 

 

 

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O perdão

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A propósito do texto de Ben Sirá, proposto como primeira leitura para este domingo, 24º domingo comum A: Sir 27,30 – 28,7
Antes de ler esta reflexão, leia o texto bíblico !

O perdão encontra sempre uma ponte
para atravessar o abismo que separa as pessoas

O perdão liberta e alarga o coração de quem perdoa
e levanta quem é perdoado para que possa continuar caminho

Não há pecado que Deus não perdoe
mas o perdão de Deus tem que ser pedido em oração humilde

Só quem realmente perdoa
pode rezar até ao fim a oração do Pai Nosso

Perdoa e serás perdoado:
é na prática do perdão que nos mostramos mais humanos e mais parecidos com Deus

O perdão é uma pérola preciosa que Deus colocou no coração:
ao perdoar, abrimos e vemos o tesouro que temos dentro de nós!

É melhor perdoar
do que viver a vida toda na tristeza de não o ter feito (cf 2 Cor 2,7)

A humildade sabe pedir perdão e perdoar.
A arrogância não desculpa nem compreende

A arrogância atira a primeira pedra;
a autenticidade coloca-nos diante do espelho

“Quem se vinga incorrerá no castigo de Jahveh:
Ele avaliará com severidade os seus pecados” (Sir 28, 1)

Quando não pudermos perdoar directamente a quem nos faz mal
rezemos como Jesus: “Pai, perdoa-lhes que não sabem o que fazem!” (Lc 23,34)

„Quantas vezes devo perdoar?! Irei até sete vezes?“ – perguntamos.
„Não te digo até sete vezes,  mas até setenta vezes sete“ – responde Jesus (Mt 18,21-22)

Jn
13.09.2017

 

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