Muçulmanos, cristãos e o terrorismo islâmico

26 de maio: mais um atentado terrorista contra os cristãos coptas. 28 mortos. Muitos feridos…

Há alguns anos, em viagem por terras de Israel e Palestina, um franciscano, italiano há muitos anos ao serviço das comunidades cristãs na Palestina, não escondia a sua reduzida esperança num diálogo entre cristãos e muçulmanos. E explicava: nós consideramos que eles são nossos „irmãos“ na fé de Abraão. Eles vêem-nos como infiéis, como gente sem fé, e ainda por cima como intervenção estrangeira, como „intrusos“ nestas terras que eles consideram suas. Não tinha futuro, a seus olhos, o diálogo entre cristãos e muçulmanos. Só acredita nesse diálogo quem vive „no ocidente“, onde os muçulmanos são ainda uma minoria. Nos países onde os muçulmanos são maioria, não há diálogo possível.

Ouvi, na altura, com um certo cepticismo.
Hoje, uns bons anos depois, começo a acreditar.
Enquanto uma religião considerar que acreditar diferente é ser infiel (é não ter fé), e que o „infiel“ não tem direito à existência… não é possível diálogo de religiões com essa religião.

Escrevo, bem sei, afectado pelas notícias de mais um atentado terrorista de perfil islâmico contra os cristãos coptas, algures a sul do Cairo. Talvez me falte a distância do observador ou do analista. Mas move-me a „simpatia“ com os irmãos na fé. E por isso não posso calar-me.
A comunidade crente muçulmana (aqui na Alemanha, e um pouco por todo o lado) continua a não fazer os „deveres de casa“. Pertence aos muçulmanos crentes,  a todos os que acreditam no Deus da misericórdia, irradicar do seu seu seio todos os que em nome do Islão continuam a matar, seja em Manchester seja no Egipto. seja nas Filipinas. Compete aos seguidores do Islão demonstrar que o Islão  é uma religião tolerante e aberta à liberdade religiosa.

 

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Über nunes2013

Sou assistente pastoral numa comunidade católica de língua portuguesa. Depois de nos últimos três anos (2013-2016) ter publicado reflexões sobre os evangelhos de domingo (que continuam aqui disponíveis), passarei a partir de agora a escrever pequenos comentários à 1ª leitura do domingo (quase sempre do Primeiro Testamento). Por necessidade e por opção, gosto de reflectir semana a semana os textos que nos são propostos para as celebrações dominicais. Esforço-me por partilhar a minha reflexão aqui, nesta página, à terça-feira. Para além disso, escrevo sobre temas relacionados com e/imigração e sociedade multicultural. O meu nome: Joaquim A Marques Nunes. A minha sigla: jn (Não escrevo segundo as normas do novo acordo ortográfico!).
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