O que faz a família sagrada

segnende haende

A propósito da celebração do domingo da sagrada família e do texto proposto para primeira leitura : Ben-Sirá  3,3-7.14-17a 

Uma semana depois do Natal, a liturgia da Igreja coloca-nos diante da imagem da Família de Nazaré. As prepcupações pastorais levaram a fazer deste domingo o dia da família. Família de Nazaré, modelo de todas as famílias.

A importância da família para a estabilidade da sociedade é reconhecida desde que há memória na humanidade. A consciência de que a família é o melhor espelho das crises e instabilidades da sociedade é algo de moderno e não pára de crescer. A família é o lugar onde se manifestam e se vivem na sua forma mais intensa os fortes e os fracos da sociedade. É, como nenhum outro, espaço onde se vive o carinho e o amor, onde se experimenta segurança e abrigo, onde cada um pode ser como é. Mas a família pode ser também lugar de violência, de violação da personalidade, de sofrimento calado… a caricatura horrível de si mesma.

Creio que a Igreja faz bem em acentuar a importância da família. Propõe e põe à disposição dos que, apesar da consciência das suas fragilidades, ousam “formar” família uma celebração-sacramento, um sinal da presença de Deus para este desafio de viver esta espiritualidade do “uns aos outros”. Mas seria bom não ignorar a realidade. A família não é santa em si. É uma instituição social capaz do melhor e do pior. O que faz a família santa é o amor que nela se vive de forma “exemplar”. É santa, sagrada, quando nela o amor germina vida, cresce e faz crescer,  vive e faz viver. Mas quando o amor falta… as normas de bom comportamento e regras sociais do tipo daquelas que aponta o  livro de Ben-Sirah pouco ajudarão.

  Se quiser, pode ler também a reflexão sobre o evangelho deste domingo, Festa da Sagrada Família, aqui disponível nos arquivos deste blog em https://jamnunes.wordpress.com/2014/12/26/uma-familia-um-povo-uma-humanidade

 

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Über nunes2013

Sou assistente pastoral numa comunidade católica de língua portuguesa. Depois de ao longo de três anos (2013-2016) ter publicado reflexões sobre os evangelhos de domingo (que continuam aqui disponíveis), escrevo agora semanalmente pequenas reflexões a partir do texto bíblico da 1ª leitura do domingo (quase sempre do Primeiro Testamento). Por necessidade e por opção, gosto de reflectir semana a semana os textos que nos são propostos para as celebrações dominicais. Esforço-me por partilhar a minha reflexão aqui, nesta página, à terça-feira. Para além disso, escrevo sobre temas relacionados com e/imigração e sociedade multicultural. O meu nome: Joaquim A Marques Nunes. A minha sigla: jn (Não escrevo segundo as normas do novo acordo ortográfico!).
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